Resultados desta operação em número
+105% tiro médio | –2.500 manobras/safra | +13,70 ha recuperados | +6,31% rendimento de colhedora
O cenário antes do projeto: o que estava custando dinheiro sem aparecer no relatório
A unidade sucroenergética do Grupo Balardin no interior de São Paulo, chegou à Geographic Agro com um histórico conhecido pela equipe técnica: tiro médio de 718 metros, número de manobras crescendo safra a safra e rendimento de colhedora estagnado apesar de investimentos contínuos em manutenção e treinamento de operadores.
Nenhum relatório de safra chamava o problema pelo nome certo. O custo de colheita por tonelada subia lentamente, o tempo de safra se estendia um pouco mais a cada ciclo e a manutenção das colhedoras consumia orçamento crescente — mas a análise parava no equipamento e no operador. A geometria do talhão nunca era investigada.
Os talhões da fazenda tinham sido configurados ao longo de décadas de decisões avulsas: carreadores abertos quando necessário, linhas de plantio seguindo o que era conveniente em cada ciclo de reforma, sem levantamento topográfico que guiasse o traçado. O resultado era uma malha geométrica que forçava a colhedora a manobrar a cada 718 metros em média — muito abaixo do potencial operacional do equipamento e muito abaixo do que a extensão física da área permitiria com linhas bem orientadas.
Um tiro médio de 718 metros significa que a colhedora passa mais de 25% do tempo em manobras — freando, girando, reposicionando e acelerando — em vez de cortando. Em uma safra com centenas de hectares, esse tempo acumulado representa um volume expressivo de toneladas não colhidas e custo operacional sem retorno.
O diagnóstico: o que o levantamento LiDAR revelou
A Geographic Agro iniciou o projeto com o levantamento topográfico completo da área utilizando o Matrice 350 RTK com sensor LiDAR, capturando 1,2 milhão de pontos por segundo com precisão centimétrica via correção RTK em tempo real.
O diferencial crítico do LiDAR nesse projeto: a soqueira de cana estava em campo quando o levantamento foi realizado. O sensor LiDAR penetrou a vegetação e capturou a superfície real do solo embaixo da soqueira — com a mesma precisão que teria em área limpa. Nenhuma câmera RGB convencional conseguiria esse dado sem aguardar a colheita.
O MDT (Modelo Digital de Terreno) gerado com resolução de grade de 20 cm e RMSE vertical de ±3 cm revelou o que a inspeção visual de campo não conseguia mostrar: variações de relevo que estavam forçando linhas de plantio subótimas, carreadores posicionados em locais que consumiam área produtiva sem necessidade operacional real e um sistema de drenagem que não correspondia ao fluxo hídrico natural do terreno.
O diagnóstico foi claro: a geometria da fazenda estava operando muito abaixo do potencial físico da área. As linhas podiam ser muito mais longas. Os carreadores podiam ser menos. O tiro médio podia ser muito maior.
Com base no MDT, a equipe técnica calculou o tiro médio projetado após a sistematização: 1.472 metros — mais do que o dobro do tiro médio atual. Esse número foi apresentado à gestão da fazenda antes de qualquer execução. Era a base da decisão de investimento.
O projeto e a execução: do MDT ao arquivo de piloto automático
Com o diagnóstico concluído e o projeto geoespacial validado com a gestão da fazenda do Grupo Balardin, a Geographic Agro executou o redesenho completo da geometria da área.
| Etapa | O que foi feito | Equipamento / Ferramenta | Resultado |
| 1 | Diagnóstico topográfico e levantamento LiDAR da área | Matrice 350 RTK + sensor LiDAR — 1,2 mi pts/segundo, precisão centimétrica | Nuvem de pontos densa (.las) com dado real do solo sob a soqueira |
| 2 | Processamento e geração do MDT | LAStools, CloudCompare, ArcGIS Pro — grade de 10–25 cm, RMSE ≤5 cm | MDT com precisão centimétrica — base do projeto geoespacial |
| 3 | Projeto de linhas, carreadores e curvas de nível | Software de geoprocessamento agrícola + validação com a gestão da fazenda | Novo layout geométrico da área com tiro médio projetado de 1.472 m |
| 4 | Compatibilização e entrega dos arquivos | Formatos ISOXML e shapefile compatíveis com o sistema de piloto automático da fazenda | Arquivos importados no terminal do trator e da colhedora |
| 5 | Acompanhamento pós-implantação | Visita técnica na primeira safra após a reforma | Tiro médio real de 1.472 m confirmado — aderência total ao projeto |
O redesenho das linhas de plantio foi orientado pelo MDT para maximizar o comprimento contínuo de corte — o que significa linhas mais longas, menos interrompidas por carreadores desnecessários, orientadas de forma a respeitar o relevo e o escoamento hídrico do terreno.
A reconfiguração do sistema de carreadores foi uma das decisões de maior impacto financeiro do projeto: vários carreadores existiam por inércia histórica, não por necessidade operacional real. Eliminá-los e reposicioná-los devolveu 13,70 hectares de área produtiva à lavoura — hectares que estavam servindo de via de trânsito em posições que não eram as mais eficientes para o fluxo de máquinas.
Os arquivos do projeto foram entregues compatíveis com o sistema de piloto automático da fazenda — importados no terminal do trator antes da reforma de soqueira e do replantio. O plantio na nova geometria aconteceu com o piloto automático guiando pela linha projetada, garantindo aderência centimétrica ao projeto desde a primeira linha plantada.
Os resultados: os números da primeira safra após a sistematização
Os resultados foram medidos na primeira safra completa após a implantação do projeto. Todos os indicadores abaixo foram calculados sobre dados operacionais reais da fazenda.
| Indicador | Antes do Projeto | Depois do Projeto | Variação | Impacto Operacional |
| Tiro médio de colheita | 718 m | 1.472 m | +105% (+754 m) | Colhedora percorre o dobro sem manobrar |
| Manobras por safra | Baseline | –1005 manobras | Eliminadas | Redução direta de tempo ocioso e consumo de combustível |
| Área produtiva recuperada | — | +13,70 ha | Reconfiguração de carreadores | Hectares antes ocupados por carreadores voltaram a produzir |
| Rendimento da colhedora | Baseline | +6,31% | Só pelo tiro médio | Mais toneladas colhidas na mesma janela de safra, sem novos equipamentos |

O ganho de 6,31% no rendimento da colhedora merece destaque: esse número foi calculado isolando apenas o efeito do aumento do tiro médio. Não foram incluídos a redução de combustível pelas 2.500 manobras a menos por safra, o menor desgaste mecânico das colhedoras, a receita adicional da área recuperada com os carreadores ou os benefícios da drenagem melhorada. É o piso do retorno, não o teto.
Para uma operação de cana com 500 hectares colhendo 80 toneladas por hectare, um ganho de 6,31% no rendimento da colhedora representa aproximadamente 2.524 toneladas adicionais por safra — sem qualquer mudança de insumo, variedade ou tecnologia de aplicação. Apenas geometria.
“O tiro médio que o projeto projetou foi o tiro médio que a colhedora registrou. A área recuperada nos carreadores foi uma surpresa positiva que não estava no nosso radar quando contratamos o serviço. O retorno aconteceu já nessa primeira safra.“
— Gestão técnica, Grupo Balardin
O que este case prova e o que ele significa para a sua fazenda
O case do Grupo Balardin não é um resultado excepcional. É o resultado esperado quando um projeto de sistematização é executado com os dados corretos — levantamento LiDAR de precisão centimétrica, MDT com RMSE certificado e projeto geoespacial validado com o produtor antes da execução.
O que torna os números verificáveis e relevantes para outros produtores é a origem dos dados. O tiro médio de 718 metros não foi estimado — foi calculado pelo histórico operacional da colhedora. O tiro médio de 1.472 metros não foi projetado por estimativa visual — foi calculado pelo MDT com resolução de 20 cm. O ganho de 6,31% não foi projetado com premissas otimistas — foi medido na primeira safra com os mesmos equipamentos, o mesmo operador e as mesmas condições de colheita.
O que mudou foi exclusivamente a geometria.
Três perguntas para avaliar se sua fazenda tem o mesmo problema
- Qual é o tiro médio atual dos seus talhões? Se você não sabe a resposta, esse número não está sendo monitorado — e provavelmente está mais próximo de 718 metros do que de 1.472 metros.
- Quantas manobras por safra a sua colhedora realiza? Cada manobra custa em média 3 minutos de máquina parada. Com custo de operação de R$ 350/hora*, 2.500 manobras representam R$ 43.750* por safra apenas em tempo de máquina.
- Os carreadores da sua fazenda foram posicionados por projeto técnico ou por conveniência histórica? Carreadores que existem por inércia — não por necessidade operacional — consomem área produtiva que pode ser recuperada com a reconfiguração.
* Valor utilizado apenas para demonstração – não representa o valor real da redução por safra, podendo ser maior ou menor a depender da situação.
Se qualquer uma das três perguntas não tem uma resposta baseada em dados, o levantamento LiDAR e o diagnóstico topográfico são o próximo passo. Não o projeto de sistematização completo — o diagnóstico. O diagnóstico mostra o tiro médio atual, o tiro médio projetado e o retorno esperado. É a base da decisão de investimento.
A Geographic Agro tem mais de 32 anos de experiência em projetos de sistematização para cana-de-açúcar, soja, milho e pastagens, com portfólio que inclui desde produtores individuais até usinas sucroenergéticas de referência nacional. Tecnologia LiDAR com o Matrice 350 RTK, projeto geoespacial com ART e entrega de arquivos compatíveis com todos os principais sistemas de piloto automático do mercado brasileiro.
“32 anos de experiência | Tecnologia LiDAR Matrice 350 RTK | Resultados documentados em campo | Portfólio: de produtores individuais a usinas sucroenergéticas.“
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